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A História do Município de Quaraí, RS

Navegue por aqui: Origem - Localização - Divisão Territorial - Aspectos Geográficos - Lendas

O município tem origem e marca da cultura indígena. Nesta terra viveram Jaros, Guenoas, Minuanos e Charrúas. A palavra Quaraí é uma composição de origem indígena que pode significar: "Rio das Pedras ou buracos", ou "das garças", ou ainda "Rio do Sol". Jarau, "Fogo da noite" na língua chaná identifica nosso município através da lenda "Salamanca do Jarau".

Origem

Determinação da Criação
A ação diplomática do Tratado de Badajós assinado no ano de 1801, deu ao Rio Grande do Sul o atual território, estabelecendo o rio Quaraí como limite. Para efetivar a ação iniciou-se no ano de 1814, a doação de sesmarias e, consequentemente o surgimento das primeiras estâncias.

A área entre os Rios Arapey e Quaraí era o reduto de concentração das tropas orientais e para impedir a ação republicana de Gervásio Artigas foi determinado pelo império a instalação de uma guamição militar no ano de 1816, sob o comando de José de Abreu, que deu origem ao povoamento urbano nos campos do sesmeiro João Batista de Castilhos.


Evolução político-administrativa

Luis Teles da Silva, Marques de Alegrete e D. Diogo de Souza, Conde de Rio Pardo foram comandantes na luta contra as ações de Gervásio Artigas e também Presidentes da Província do Rio Grande de 1807 a 1820, quando do início da distribuição de sesmaria no estado.

O atual território de Quaraí com 3.238 Km² foi distribuído entre 42 sesmeiros, entre eles estava João Batista de Castilhos em cujos campos ergueu-se a atual cidade de Quaraí, José da Victória Soares Andréa, que participava da Comissão de Demarcação dos limites entre Brasil e Uruguai, em visita a guamição comandada pelo Tenente Coronel Simeão Francisco Pereira no ano de 1858, traçou a futura freguesia, que seria efetivada pela Lei n.º 442 de 15 de dezembro de 1859, quando foi nomeado o Padre Augusto Martins da Cruz Jobim por Decreto Lei do Presidente da Província de São Pedro, Conselheiro Joaquim Antão Femandes Leão.

O Decreto n.º 972 da Assembléia Legislativa Provincial sancionada pelo presidente da Província de São Pedro, Bacharel José Antonio de Azevedo Castro, em 8 de abril de 1875, transformava em vila a antiga Freguesia de São João Batista.É a emancipação.

O poder Legislativo é empossado em 16 de outubro de 1875, composto por 7 vereadores. Com a Proclamação da República, a Vila eleva-se a categoria de cidade , o Poder Judiciário e Executivo são instalados pelos respectivos Atos n.º 149 e 150 de 26 de março de 1890.



Localização no Estado e Vias de Acesso



Localização no Estado
O Munícipio de Quaraí, está localizado na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul , estando ligado pela Ponte Internacional da Concórdia, à cidade de Artigas no Uruguai. Com porto habilitado para o comércio internacional, nossa cidade é uma das portas de entrada das rotas do Mercosul.

Vias de Acesso
Via Cidade Origem Tipo de Pavimento
BR 293 Livramento-Quaraí asfalto
BR 290/RS 59 Uruguaiana-Quaraí asfalto
BR 290/RS 60 Alegrete-Quaraí chão batido
Ponte Internacional da Concórdia Artigas-Quaraí -

Limites Geográficos
Norte - Município de Uruguaiana
Sul - Município de Sant'Ana do Livramento
     - República Oriental do Uruguai
Leste - Município de Rosário do Sul
Oeste - Município de Alegrete



Divisão Territorial
Distritos e Subdistritos



Para esclarecimento, quanto à divisão territorial do município de Quaraí, faremos as seguintes colocações:

- A palavra "Termo" tem origem nas Ordenações Manuelinas do ano de 1514, que estabelecia as normas para criação de Vilas. Estas vilas, quando criadas no sertão, deveriam ficar 6 léguas de distância uma da outra, e as sedes distassem 3 léguas de seus respectivos limites, isto é, dispusessem 3 léguas de termo, dentro do qual não se poderia criar nova vila. Portanto , a palavra "Termo" equivale a limite.

- A palavra "Termo" aparece no Decreto Imperial n.º 8.184 de 9 de julho de 1881, que criava o lugar de Juiz municipal e de Órfãos no termo de São João Batista de Quaraí.
Após a subdivisão do município de Quaraí, feita no ano seguinte a emancipação desta área é feita através do Ato Municipal n.º 18 de 20 de setembro de 1896 que assim determinou os três distritos: Quaraí, Inhanduí e São Rafael.

Em 5 de maio de 1940, o decreto lei municipal n.º 2 estabeleceu os novos limites do município (onde perdermos alguns hectares em favor de Santana do Livramento) e os das zonas em que se subdivide o município. Estes limites são os mesmos estabelecidos pelo decreto n.º 7.589 de 29 de novembro de 1938 e assim denominados: 1ª zona Quaraí, 2ª zona Minuano ( antes denominado de Inhanduí ) e 3ª zona de São Rafael.

Em 29 de dezembro de 1944, o decreto lei n.º 720 estabelecia a nova Divisão Administrativa e Judiciária do Estado, pela qual o município contaria com apenas um distrito, passando as zonas a denominarem-se subdistritos.



Aspectos Geográficos
Hidrografia
O município de Quaraí tem uma grande rede de cursos de água de fraco volume, devido a impermeabilidade do solo.

Todos os curso de água do município pertencem às bacias do Quaraí e do Ibirapuitã. O rio Quaraí nasce a leste, tem um curso rápido, interceptado em muitos lugares por cachopos de rochas eruptivas onde formam corredeiras (Rincão do Areal), desce para o sul onde serve de divisa com a República Oriental do Uruguai, tendo sua foz no ponto extremo oeste do Rio Grande do Sul, local denominado Barra do Quaraí.

Numa extensão de aproximadamente 11 Km, o rio Ibirapuitã nos separa de Rosário do Sul, e como divisão com o município de Santana do Livramento estão os arroios Chapéu e Cati. O arroio de maior extensão no município é o Garupá com 75 Km, com água salobra, seguido pelo Quaraí Mirim com 60 Km de extensão com água doce.


Vegetação

Na região da Campanha, sudoeste do Rio Grande do Sul, onde fica Quaraí, predominam os campos, é a "Cuesta basáltica do Haedo". É a região mais quente do Rio Grande do Sul e onde estão as mais baixas altitudes. É nesta região que sopra o vento Minuano nos meses de inverno. O Minuano é um vento frio e seco, que sopra do quadrante oeste, normalmente durante três dias, com rajadas fortes, que quando provoca limpidez atmosférica é chamado Minuano Limpo. Quando provoca nebulosidade acompanhada de chuvisqueiro é chamado Minuano Sujo.

A presença dos campos está mais relacionada à profundidade em que se encontra o lençol d'água do que a um determinado tipo de clima ou solo. Estão, também, condicionados ao relevo, que geralmente é suave.

A cobertura vegetal da Região da Campanha é a pastagem natural, que se apresenta sobre uma variedade de gramíneas, cuja altura varia de 10 a 50 cm. Pode se apresentar em forma quase contínua ou em tufos, quando esta forma acontece deixa alguns trechos do solo a descoberto.

Existem mais de 6.000 plantas da família das gramíneas, ex: capim, cereais e bambus.
Nos denominados campos bons predomina a flechilha, aqui a terra tem a predominância de argila preta.
Junto as coxilhas de vegetação pobre predomina o capim limão (elionorus candidus) . Trevo indígena, trevo de Borgonha, bibi, pé de galinha, junquilho, capim de forquilha, são algumas espécies encontradas nos campos de Quaraí.

Existe a presença de mata nativa junto ao rio Quaraí na foz dos arroios Cati, Quaraí Mirim e Garupá, e também na área denominada Capão do Leão.


Solo , Subsolo e Minerais

Caracteriza o solo de Quaraí como "coberto em quase sua totalidade, por um lençol de rochas eruptivas, numa pequena parte onde estas foram gastas pela erosão, aparece o arenito subjacente. Daí resulta o caráter completamente diverso dessas duas regiões. Uma muito pedregoso, de terras em que predomina a argila preta, de ricos campos; e a outra de terras silicosas vermelhas, de pastos fracos. A parte que é formada pelas eruptivas, faz a riqueza do município pelas suas ricas pastagens naturais, para a criação do gado; a região arenosa, com suas terras leves, serve de base a pouca agricultura que existe, nelas se vão instalar as famílias pobres que precisam dedicar- se ao cultivo do solo... a formação eruptiva, é de terras fertilíssimas, fortemente argilosa e que pelo seu caráter físico não armazenam a suficiente umidade, a não ser às margens dos arroios onde a terra se tem acumulado em maior espessura... a de formação de arenito, são terras profundas, argilo-silicosas, ou sílico-argilosas, vermelhas, fáceis de trabalhar, muito permeáveis, absorvem às águas pluviais e são excelentes para muitas culturas, apesar de sua pouca proporção de cal. Existem ainda no município, os terrenos mistos, localizados nas encostas que fazem abaixo de camadas eruptivas, que coroam quase todas as elevações.

Ao traçar o esboço geológico do município, podemos dividí-lo em duas regiões bem distintas: "ao norte, predominam as rochas eruptivas com a presença do meláfiro e, ao sul afloram as rochas sedimentares subjacentes com a presença do arenito".

O solo de Quaraí é diversificado. Predomina o de terra preta, coberto por um capim e próprio para a criação de gado. Terra escura e mais fértil é junto ao rio Quaraí e arroios, aí planta-se arroz. Quando a terra é de coloração avermelhada é próprio para plantar: milho, pêssegos, pêras, legumes, laranjas , parreiras e roseiras.

O subsolo é grande depósito de pedras preciosas como: ágatas, ametistas, quartzitos, opalas, ônix e cristal de rocha.


Relevo

Quaraí, município com 3.238 Km, e altitude mínima de 70m na zona do Garupá, e a máxima de 100 a 120 m no Quatepe.

Quaraí está localizado na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul a 30º 23' 17'' de Latitude e 56º 29' 56'' de Longitude.

As formas de relevo predominantes na Região da Campanha são as pequenas elevações de forma arredondada e denominada "coxilhas", não superiores a 200 m de altura e coberta de pastagem.As coxilhas são formas de relevo características da área denominada Cuesta do Haedo, que na direção oeste diminuem de altitude, e na calha do rio Quaraí descem a média de 80 a 100 metros.

Em Quaraí, o 3º Subdistrito é o mais marcante em elevações. No sentido norte, em direção a Alegrete fica o ponto culminante, é o cerro do Cardal com 318 metros de altura. nesta área, mais três grandes cerros se fazem presentes: Tuna, Chovedor e Grande, que ficam acima da sanga da Areia.

Caracterizam, também, o relevo do 3º Subdistrito a coxilha de São Manoel, que inicia entre o Passo do Quatepe e o Passo do Pai-Passo e a coxilha de São Rafael, na qual destacamos e cerro das Caveiras, testemunho da presença indígena em tempos idos, pela variedade de objetos próprios desta cultura e que ali são facilmente encontrados.

Vindo do Passo da Guarda, na direção leste, pela RS 183, na divisa com Sant'Ana do Livramento, perto do arroio Cati, fica o cerro dos Touros.

O Centro Geográfico do município fica na estância do Cerro.

O 2º Subdistrito é atravessado no sentido vertical pela coxilha de Japeju, que serve como divisor de águas, entre as sangas que alimentam o Garupá e as nascentes do Inhanduí. Na margem direita do arroio Garupá, o cerro do Marco.

Um cerro a mais sem denominação oficial, junto à estrada que leva ao Passo da Guarda, perto da localidade denominada: Três Vendas, é identificada por uma grande pedra no seu topo. Este cerro serve de nascente para o arroio Garupá, de água salobra, e do outro lado do sopé do referido cerro em direção à cidade de Quaraí, fica a nascente do arroio Quaraí Mirim de água doce.

Na orografia da área correspondente ao Distrito registra uma coxilha, a de Santa Helena.

O cerro do Chapéu, denominação dada a outros cerros pela semelhança ao objeto que lhe empresta o nome, e caracterizados por ter o topo formado por basalto, fica no Distrito. Perto da sanga da Areia, o cerro do Chapéu, que tem o topo de rochas eruptivas, também fica no Distrito.

Acima da área do Butiazal, fica o cerro do Salsal e descendo em direção a BR 293, encontramos os cerros da Figuera e o dos Marcelino.

Depois que o Quatepe e o Salsal formam o arroio Areal, chega-se ao Passo do Meio. Existe aí um cerro, hoje conhece- se como Tapera. Confrontam ao sul, com o arroio Caatepé, que o divide do Rincão do Areal, ao norte com o Quaraí, a oeste, por duas vertentes, que nascem na coxilha e desaguam, uma no Quaraí e outra no Caatepé, a leste, com a coxilha Geral de Santana. Descendo para sul até atingir o rio Quaraí, aí encontramos a ilha Brasil.

Atravessando a estrada, rumo ao sul, fica um areal com mais de 6 Km de extensão. Tem forma arredondada ou de bacia. No centro desta área, que e a maior das três existentes no município, existe um bloco monolítico com mais de 3 metros de altura, formação Botucatu, onde a erosão eólica deixou marcas bem visíveis. A configuração arredondada e côncava desta área arenosa. Sendo esta área formada por rochas sedimentares, onde predomina o arenito consequentemente o solo é pouco fértil. A área é identificada pelo cerro da Panela.

A região do Areal, ou das janelas de formação botucatu, ou ainda chamadas areais, ficam entre os arroios Areal e Cati. No Rincão do Areal, que o rio Quaraí desce em cachopos. É para oeste, onde o sol se põe, na direção para Uruguaiana, nossa vizinha, numa extensão aproximada de 62 Km, que fica a Serrania do Jarau. São mais de onze cerros. O mais alto atinge 308 . É o Jarau a nossa referência, integrando uma das áreas vulcânicas do Brasil.

Lendas
Sobre a Lenda "Salamanca do Jarau"
Salamanca do Jarau é a lenda registrada por João Simões Lopes e publicada pela l ª vez no ano de 1913. Simões Lopes escreveu a lenda utilizando 33 páginas. Os números 1, 3 e 7 são constantes desta obra. O autor era maçom e desta forma colocava o Princípio, a Perfeição e o Infinito dentro da lenda.

Quanto ao local, tomando como referência as três personagens, o Santão conta a Blau que encontrou a Teiniaguá em São Tomé. Esta redução foi fundada pelos jesuítas no ano de 1624, cuja soma dos números é igual a 13. Quanto aos duzentos anos de encantamento no Jarau, que é uma serrania composta por onze cerros, coincide com os 200 anos em que os jesuítas viveram nesta pampa e formaram os trinta povos.

Dizem que da única furna existente no Jarau é expelido fogo em períodos de tempo ainda não registrados de forma precisa para um estudo mais sério, mas facilmente comprovado. A explicação mais primária é a presença de gases incandescentes. O Jarau é uma serrania com resquícios de vulcanismo.

Salamanca, cidade da Espanha, reduto dos mouros estudiosos da Alquimia, é circundada de cerros. A palavra salamanca na América toma o significado de furna. Diz a tradição que o Sol quebra os encantamentos e atrapalha as magias. Pois bem, o Jarau fica para o lado que o Sol se põe. No Jarau é o ocaso do Sol, talvez este seja mais um motivo para que Simões Lopes coloque aí o cerne de lenda da Teiniaguá, palavra que significa lagartixa.

Salamanca do Jarau é a lenda que Simões Lopes acrescentou detalhes, que e tornam superior a de Daniel Granada, por ser mais rica como fonte de interpretações, mística no uso dos números e símbolos empregados.

Em 1992 quando comemorava-se os 500 anos do "descobrimento" da América e 79 da 1ª publicação da Lenda da Salamanca do Jarau, é como se o escritor tivesse perfeitamente calculado, e por que não, o fato e nos deixa este texto, extraído da lenda, para uma reflexão: "... Então, depois, alguns, fingidos de cristãos, passaram o mar e vieram dar nestas terras sossegadas, procurando riquezas, ouro, prata, pedras finas, gomas cheirosas ... os tais mouros e mais outros espanhóis renegados. E como eles eram, todos, de alma condenada, Anhangá-pitã folgou muito: folgou, porque a gente nativa daquelas campanhas e destas serras eram gente sem cobiça de riquezas ... e assim minava para o pai todos inocentes as maldades encobertas que aqueles chegados traziam ..."

Resumo da Lenda "Salamanca do Jarau"
Quando caiu o último reduto árabe na Espanha, alguns mouros, falsamente convertidos em novos cristãos, buscaram morada na América. Ligados à alquimia, trouxeram com eles sua princesa e o desejo de aqui "alçar de novo a Meia-lua sobre a Estrela de Belém".

Conta a lenda que:
Anhangá-pitã , diabo vermelho dos índios, transformou a princesa moura em Teiniaguá, isto é, lagartixa. Diferente das demais por ter engastada na cabeça uma pedra preciosa, que cintilava como brasa e da cor do rubi.

Na hora da sesta, na redução de São Tomé, o Sacristão encontrou a Teiniaguá junto da lagoa. Aprisionou-a numa guampa. Levou-a para seu quarto, " na casa grande dos Santos Padres." Guardou-a numa canastra. Agora o Santão sabia que poderia ser o homem mais rico do mundo. Alimentava-a com mel de lexiguana.
A Teiniaguá, " rosa dos tesouros escondidos dentro da casca do mundo", transformava-se em mulher, " de corpo rijo e não tocado."

"Estava escrito ... serás o meu par ... quando quebrado o encantamento do sangue de nós ambos nascer uma nova gente ... se a cruz do teu rosário não me esconjurar ..." Mesmo assim, o Santão amava e Teiniaguá, até que a mistura do mel com o vinho do Santo Sacrifício o embebedou.
Descoberto, é condenado a morrer no garrote. O sino já dobrava finados quando a lagoa deu um ronco, rasgou-se até encontrar o rio Uruguai.

O povo assustado retornou à cidade, que seria abatida por sete pragas, enquanto o Santão chegava até a barranca do rio e junto com a Teiniaguá iniciava seu fadário. Desceram na correnteza do Uruguai e por duzentos anos ficaram no Jarau, que foi " o paiol das riquezas de todas as Salamancas de outros lugares."
Quem irá quebrar o encantamento é Blau Nunes, gaúcho pobre, que só tinha de seu um cavalo gordo, o fação afiado e as estradas reais."

Campeando o Boi Barroso, Blau chega à furna do Jarau. Sabia sobre a lenda, que sua avó charrua contava. Encontrou e saudou em nome de Deus "o vulto de face tristonha e mui branca." Entrou na furna, passou pelas sete provas com " alma forte, coração sereno". Chegou até a Teiniaguá encantada. Rejeitou as sete escolhas oferecidas. Queria mais, muito mais. "Eu te queria a ti, porque tu és tudo." Voltou a boca da furna e memorou que: " tendo tido oferta de muito não lograra nada por querer tudo." Recebeu, do vulto de face branca e tristonha, uma onça de ouro, furada pelo condão mágico.

O tempo passava e Blau cada vez mais rico e sozinho. " churrasqueava solito, e solito mateava." Deu para cismar. Voltou ao cerro do Jarau e em nome de Deus saudou o vulto, devolvendo a moeda. Preferiu " a pobreza dantes à riqueza desta onça, que não se acaba, é verdade, mas que parece amaldiçoada, porque nunca tem parelha e separa o dono dos outros dono de onça ... Fica-te com Deus." Pela 3ª vez o nome do Senhor é pronunciado e assim quebra-se o encantamento.

O Jarau ficou transparente e Blau Nunes viu as labaredas devorando " os brigões, os jaguares, os esqueletos, os anões, as lindas moças, a boicininga." "A velha carquincha transformou-se em Teiniaguá ... e a Teiniaguá na princesa moura ... a moura numa tapuia formosa ... o Sacristão, por sua vez, num guasca desempenado". "Aquele par, juntado e tangido pelo destino, foi descendo a pendente do coxilhão, até a várzea limpa, plana e verde ..."

"Blau Nunes, deu de rédea e despacito foi baixando a encosta do cerro, com o coração aliviado ... era pobre como dantes, porém que comeria em paz o seu churrasco ... e em paz seu chimarrão, em paz a sua sesta, em paz a sua vida."

 
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